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Living with Anxiety and still manage to be Happy (EN/PT)


Hello everybody,

Today, I’m here to talk about my journey of living with anxiety, knowing how to accept it and still be happy. I know this for a quite a long time now. I live with anxiety since my first year at college (2006/2007) so for about 10 years! It has been a long process since there to start accepting that this is kind of “normal”, that a bunch of people are in that same boat and that no matter how good you feel right now you have to accept that it can happen again and it’s ok!!

Hoje estou aqui para falar sobre a minha jornada ao viver com ansiedade, aprender como aceitá-la e mesmo assim ser feliz. Já sei disto há já algum tempo. Vivo com a ansiedade desde o meu primeiro ano de faculdade (2006/2007) portanto há cerca de 10 anos! Tem sido, desde então, um longo processo para começar a aceitar que isto até é “normal”, que montes de pessoas estão neste mesmo barco e que não interessa o quão bem te sintas agora tens de aceitar que pode voltar a acontecer e tudo bem!!

So I don’t know exactly what trigger my anxiety in the first place but I have some pieces of the puzzle that connect between them. I was in a new school (college), new colleagues, new routines, much more pressure and on top of that I still had problems with my ex that was in the same college that I was. So this whole new stuff with the not so new problems made like a cocktail mix called anxiety. My first panic attack happened when I was coming back home from college by train. And it happened in the train for no reason! I couldn’t get out of the train and made me feel a bit claustrophobic. I didn’t know what that feeling was so I assumed that was something wrong with me like an heart attack or something! I just wanted to get out of that train. I was with my friends and the train had some windows that they manage to open a little bit so I could catch some air. When I arrived at my town my father was there to pick me up because I was too afraid to go home by myself. I think it’s due to this experience that I am now a little bit claustrophobic, specially on planes, crowds and some closed spaces (but this is something that I try to fight against because I love to travel and go to concerts and now I think that fear will not make me stop living).
I calmed myself down a little bit when I came home but when I was going to sleep it happened again and I called my mum saying that I had the feeling that I was going to die! Thankfully, my mum noticed that I was very nervous and she already had heard about anxiety problems and she told me to talk to her. As I was talking about this and that I got distracted and the feeling relieved a little bit! But I was still to scared that it could happen again. So my mum told me “Fi I’m going to schedule a psychologist appointment for you, are you ok with that?” and my immediate answer was “Yes please!”. I know that for some people this may be an hard step to take because some people still have the stigma that psychologists are for crazy people! And that’s where they’re wrong! There’s nothing crazy about acknowledge that you have a problem and that you want to treat it, it only shows courage! Specially when it comes to mental illness!

Eu não sei exatamente o que fez disputar a ansiedade em mim mas tenho peças de puzzle que se conectam entre elas. Eu estava numa escola nova (faculdade), novos colegas, novas rotinas, muito mais pressão e sob isto ainda tinha problemas com o meu ex que estudava na mesma faculdade que eu. Então todas estas coisas novas junto com os problemas não tão novos fez um tipo de cocktail chamado ansiedade. O meu primeiro ataque de pânico aconteceu quando eu vinha no comboio a vir da faculdade. E aconteceu no comboio por nenhum motivo aparente! Eu não podia sair do comboio e isso fez-me sentir um pouco claustrofóbica. Eu não sabia que sensações eram aquelas então assumi que algo de errado se estava a passar como um ataque de coração ou qualquer coisa do género! Eu só queria sair daquele comboio. Eu estava com alguns amigos e o comboio tinha umas janelas que eles abriram para que eu pudesse apanhar algum ar. Quando cheguei á minha vila tinha o meu pai à minha espera para me ir buscar porque eu estava com muito medo de ir sozinha para casa. Acho que foi esta experiência que fez com que fosse agora um pouco claustrofóbica, especialmente em aviões, multidões e alguns espaços fechados (mas isto é algo contra o qual eu tento lutar porque adoro viajar e ir a concertos e agora eu penso que o medo não me vai fazer deixar de viver).
Eu acalmei-me um pouco quando cheguei a casa mas quando me fui deitar aconteceu novamente e chamei a minha mãe e disse-lhe que tinha a sensação que estava a morrer! Felizmente a minha mãe reparou que eu estava muito nervosa e ela já tinha ouvido falar sobre problemas de ansiedade e disse-me para falar com ela. Enquanto estávamos a falar eu distrai-me e aquelas sensações aliviaram um pouco! Mas eu ainda estava com muito medo que me pudesse acontecer outra vez. Então a minha mãe disse-me “Fi vou marcar uma consulta no psicólogo para ti, concordas com isso?” e a minha resposta imediata foi “Sim, por favor!”. Eu sei que para algumas pessoas este pode ser um passo difícil porque muitas pessoas ainda têm o estigma que os psicólogos são para gente maluca! E aí é que se enganam! Não há nada de maluco em reconhecer que temos um problema e que o queremos tratar, só mostra é coragem! Especialmente no que toca a doenças mentais!

So next step was going to the psychologist! And I can tell you guys it was the best decision I’ve ever made! First I was there once a week and she started digging on my problems without I even notice! Long story short, she even managed that I had a panic attack at an appointment, just so I could noticed that the breathing just did that and it was controllable by changing the breath and setting your mind to your breath. This was a giant wake up call for me! I thought “This is really my mind doing it!”. So I started by using the “tricks” she gave me to deceive anxiety! Some of these tricks consist in little games to trick your mind out of the bad sensations you’re having like: Read something like if you were learning how to read (joining the letters), take deep breaths and counting every breath in and breath out, talking about other things if you have people with you, amongst others…

Então o passo seguinte foi ir ao psicólogo. E posso dizer-vos que foi a melhor decisão que tomei! Primeiro, estava a ir uma vez por semana e ela começou a “escavar” nos meus problemas sem eu dar conta! Resumidamente, ela até conseguiu fazer com que eu tivesse um ataque de pânico numa das consultas para que eu percebesse que foi a respiração que o provocou e que era controlável mudando a respiração e fazendo com que a mente se focasse na respiração. Isto foi um enorme wake up call para mim! “Isto é mesmo a minha cabeça a fazê-lo!”, constatei. Então comecei a utilizar truques que a psicóloga me deu para “enganar” a ansiedade! Alguns dos truques consistem em pequenos jogos para tirar a mente do foco das sensações durante os ataques de pânico como: ler como se estive-se a aprender a ler (juntando as letras), respirar fundo e contar cada inspiração e inspiração, falar de outros assuntos se estivesse perto de outras pessoas, entre outros…

As the time went by these anxiety episodes started to decrease and, as a curious and self-taught person that I am, I started reading a lot about this subject and about the human mind. I realized that our mind is a very unexplored and most important part of our bodies! I also read a lot about positive thinking and I started by trying to apply some of these methods with all my strengths! I read about a lot of people that were struggling with anxiety and that took a weight out of my shoulders. “I am not the only one!”, I thought. And, when I realized this, and, as the time went by, I started being more comfortable talking about it with the people around me. And by talking about it I discovered that a lot of my friends and people I knew also suffered with this problem and they were in silence because they were too ashamed to talk about it! And that’s when I also realized that this was a much more common problem than what I though! So when I started to share my story and people theirs, I’ve noticed I got to be more relieved and that I also helped other people feeling more relieved as well!

À medida que o tempo foi passando estes episódios de ansiedade começaram a diminuir e, como a pessoa curiosa e auto didata que sou, comecei a ler imenso sobre este assunto e sobre a mente humana. Apercebi-me que a nossa mente é muito pouco explorada e é a parte mais importante dos nossos corpos. Também li muito sobre pensamento positivo e comecei a tentar aplicar alguns desses métodos com todas as minhas forças. Também li sobre muitas outras pessoas que estavam a lutar contra a ansiedade e isso tirou um peso dos meus ombros. “Não sou a única!”, pensei. E, quando me apercebi disto, e à medida que o tempo passava, comecei a sentir-me mais confortável a falar sobre o que se passava comigo às pessoas à minha volta. Por falar nisso, descobri que muitos amigos meus e pessoas que conhecia também sofriam com este problema e que se mantinham em silêncio porque tinham vergonha de falar sobre isso! Isto foi quando também percebi que isto era um problema muito mais comum do que eu pensava! Assim, desde que comecei a partilhar a minha história e as pessoas as delas, apercebi-me que estava mais aliviada e que também ajudei outros a sentirem o mesmo! 

Don’t get me wrong! I’m not a champion at tricking anxiety but I now know that I can control this much better then when it started! I still have it now and then but I try to say to me “that’s ok!”. By all the reading and investigation I did, the last time I had a panic attack (beginning of 2017) I did something that I read somewhere (sorry can’t remember where) that was to stop and let my body feel what it needed to come out! I thought “So Filipa, you’re feeling this and that, I’m allowing myself to feel this and understanding what my body is trying to tell me and after that this will go away!”. And I can tell you guys it worked soooo well! This was the first time in 10 years that I embraced this feeling and did not try to fight it and be afraid of it!

Não me interpretem mal! Eu não sou nenhuma campeã a enganar a ansiedade mas agora sei que consigo controlá-la muito melhor do que quando comecei. Ainda me acontece de vez em quando mas tento dizer para mim mesma: “Está tudo bem!”. Derivado a toda a leitura e investigação que fiz, a última vez que tive um ataque de pânico (início de 2017) fiz algo que li em algum lado (desculpem mas não me lembro onde) que consistia em parar e deixar o meu corpo sentir aquilo que precisava libertar! Pensei: “Filipa, estás-te a sentir assim e assado, vou-me permitir a sentir e a perceber o que o meu corpo me está a querer dizer e depois isto irá embora!”. E posso dizer-vos que isto resultou imensoooo! Esta foi a primeira vez em 10 anos que eu aceitei tudo o que estava a sentir e não o tentei combater ou ter medo!

I also noticed that a lot of what I was keeping inside was a lot of stuff that triggered my panic attacks. I was the kind of person that said yes a lot, even when I didn’t want to, just to please others. I didn’t say a lot of what I thought because I was afraid I wasn’t accepted. So my appointments with the psychologist (that started to be more spaced from each other) started to be for changing some parts of my “personality”. I say personality between quotation marks because I was not being me! I was holding my real me inside because of what others might think of me. As I started to change these personality traits I also started feeling better because there was less kept inside! I didn’t start being rude to people (I could never do that because that’s part of my personality) but If someone invited me to do something that I didn’t feel like doing I just simple tell them “Thank you but no! We’ll do that some other time” and I started sharing my points of view and whoever didn’t agree with me that’s ok! Friends as before! You can’t please everyone! And in the end the main person to please is you!! You need to be proud of yourself first!! You have to value yourself! If anyone doesn’t like it, it’s because maybe it’s not meant to be your friend/boyfriend/girlfriend or whatever. And that’s ok!! You also start to be more confident with your friends and with the people that stick with you because it means that they accept you as you are! With your flaws and qualities! You gain more self love! And all of this contributes for a happier life with so much less anxiety and much more love and gratitude for yourself and others!

Também reparei que muito do que eu estava a guardar interiormente era muita coisa que provocava os ataques de pânico. Eu era aquele tipo de pessoa que dizia sim a tudo, mesmo quando não queria, apenas para agradar aos outros. Eu não dizia muito o que pensava com medo de não ser aceite. Então as minhas consultas com a psicóloga (que começaram a ser mais espaçadas) começaram a ser para modificar algumas partes da minha “personalidade”. Digo personalidade entre aspas porque eu não estava a ser eu! Eu estava a prender o meu verdadeiro eu por medo do que os outros podiam pensar de mim. Á medida que comecei a mudar estes traços de personalidade também me comecei a sentir melhor pois já estava a guardar menos dentro de mim! Não comecei a ser rude para as pessoas (nunca o conseguiria ser pois isso sim faz parte da minha personalidade) mas se alguém me convidava para fazer alguma coisa e não me apetecia fazê-la eu simplesmente dizia “Obrigada mas não! Fazemos noutra altura” e comecei a partilhar os meus pontos de vista e quem não concordasse comigo não faz mal! Amigos como antes! Não podemos agradar a todos! E no fim a única pessoa que precisas de agradar és tu próprio! Precisas de sentir orgulho por ti primeiro! Tens de valorizar-te a ti próprio! Se alguém não gostar, é porque talvez não esteja destinado a ser teu amigo/namorado/namorada ou o que for. E tudo bem!! Também começas a ter mais confiança nos teus amigos e com as pessoas que continuam contigo pois significa que estas te aceitam como tu és! Com os teus defeitos e qualidades! Ganhas mais amor próprio! E tudo isto contribui para uma vida mais feliz com muito menos ansiedade e muito mais amor e gratidão por ti e pelos outros! 

I also was the kind of person that didn’t think about the good things that I had. Not that I didn’t value them, I just simply didn’t think of them! I didn’t stop to see how beautiful life can be. How some moments were amazing and valuable! And as I read more and more and in between psychologist appointments where I started changing these issues in my personality, I started to stop and think about all the good that happens to me, all the good things and people that I have around me, enjoying every moment as I go, taking something good out of the bad things that happen, and, I realized, that I’m so worth it of all the good things that come to me and that I’m grateful for the bad things too because it’s due to them that I get to learn to live and to be better! If I didn’t ever had anxiety maybe I would never get to value everything around me! Mostly, I’ve learned to be grateful for every single step I take, for every achievement, for every obstacle that get’s me where I’m supposed to be or go!

Eu também era o tipo de pessoa que não pensava nas coisas boas que tinha! Não que não as valorizasse, simplesmente não pensava nelas! Não parava para pensar no quão bonita a vida pode ser. Em como alguns momentos eram maravilhosos e valiosos! E, à medida que lia mais e mais, e, entre consultas com a psicóloga onde comecei a mudar estes problemas na minha personalidade, comecei a parar e a pensar em tudo de bom que acontece comigo, todas as coisas e pessoas boas que tenho à minha volta, aproveitar cada momento à medida que o vivo, a tirar algo de bom das coisas más que acontecem, e, apercebi-me de que sou bastante digna de todas as coisas boas que chegam até mim e que sou grata, também, pelas coisas más pois, é devido a elas, que eu tenho oportunidade de aprender a viver e a ser melhor! Se eu não tivesse tido ataques de ansiedade talvez nunca pudesse dar valor a tudo que está à minha volta! Principalmente, eu aprendi a ser mais grata por todos os pequenos passos que dou, pelas pequenas conquistas, por cada obstáculo que me faz chegar onde é suposto estar ou ir!

So with this “little” story about my journey with this 21st century problem that is Anxiety, I hope I can help and inspire some of you somehow as others did with me by sharing their struggles! Because you deserve it, because you are worth it, because you can!! Every single one of us is an unique individual to this world! We all have something to offer! Be grateful! Be happy with the little things and you’ll see that your anxiety will start to diminish! And don’t ever forget that stones are putted in our way so we can come out of this path stronger and better that we once were!

Com esta “pequena” história sobre a minha jornada com este problema do século XXI que é a Ansiedade, espero poder ajudar e inspirar alguns de vocês de alguma maneira assim como outros o fizeram comigo partilhado as suas lutas. Porque tu mereces, porque tu vales a pena, porque tu consegues!! Cada um de nós é um indivíduo único para este mundo! Todos nós temos algo para oferecer! Sê grato! Sê feliz com as pequenas coisas e vais ver que a tua ansiedade começará a diminuir! E nunca te esqueças que as pedras são postas no nosso caminho para que possamos sair desse caminho mais fortes e melhores do que fomos um dia! 

 

“Be who you are and say what you feel, because those who mind don’t matter and those who matter don’t mind.”
Dr. Seuss

 

Much Love,
Filipa 🖤


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